Segunda-feira, 29 de Abril de 2013

O que uma canção conta


After many years where I thought this song was, as it reads literally, him dissecting a mate's relationship, have come to believe while listening to it on my drive to work this morning for the millionth time, that he's actually talking about himself, psychoanalysing himself, as the title suggests. Love that title, playful reference to Neil Young and Carl Jung, the famed psychoanalyst.

Anyway, I came to realise this, because I realised he's actually singing about me. I had a girlfriend, the only difference being that she was older than me, but it definitely wasn't right from the start, and I got that vibe from all my friends, but went along with it for three and a half years, and she began to suffer from depression, and I couldn't really handle it, and left her, probably when she needed me most. But I think it was for the best in the long run. 

So, yes, this is what I think the song is about, looking at a past relationship, and saying "It's OK, it ended, it was for the best". 

Fantastic chord sequence, great fun to play and sing along, I love the high strained voice going up in the chorus, and struggle to reach that note myself, but it's worth it when you do. Searing guitar solo, too. Good work once again, Mr Blake. Thank you.

Terça-feira, 23 de Abril de 2013

Me like it


Se ele o diz quem somos nós para o negar?

Ateu assumido, o investigador considera que a teoria religiosa da criação não é minimamente sustentável à luz dos dados obtidos através da investigação realizada ao longo dos anos pela comunidade cientifica. Durante a palestra, o autor de varias publicações e livros científicos disse que "O universo não precisa de nenhuma ajuda divina para explodir e começar a sua existência."


Oi?

Diz o jovem embaixador do impulso jovem numa entrevista ao i, entre outros soundbytes que:

"Neste dois anos trabalhámos intimamente com 700 empresas e eu tenho visto um bocado de tudo. Empresas que abdicam do que têm para partilhar com os colaboradores, até empresas que não tratam o melhor que podem os seus colaboradores"

E eu pergunto-me, como é que é possível trabalhar intimamente com 700 empresas em dois anos. Cada ano tem 365 dias, mais coisa menos coisa, desses, mais de cem são fins de semana e feriados. Sendo simpático e sem fazer contas, teremos uns 256 dias uteis em 2012 e outros tantos em 2011, o que dará um total de 512 dias.
Uma relação intíma leva tempo a desenvolver, pelo que deduzo que o que realmente o jovem queria dizer era "nestes dois anos demos rapidinhas a 700 empresas e à maior parte nem sequer lhe vi a cara, porque convenhamos, era impossível".

Quinta-feira, 18 de Abril de 2013

Serviço Publico


Gaspar, experimenta mais um meio de controlar os gastos dos consumidores e contribuintes. Apresentamos em primeira mão... os contadores de cerveja. Cuidado amigos.

Quinta-feira, 28 de Março de 2013

A Narrativa

O que se conclui deste regresso de Sócrates à Narrativa é que ele continua o mesmo egomaníaco de sempre, desta vez com facas afiadas para afiambrar o Cavaco. Convenhamos, o Cavaco pôs-se a jeito e merece que lhe façam a folha.
O problema de Sócrates é que a Narrativa dele continua a mesma de sempre, a do furacão cujo olho pouco consegue alcançar além dele e que pelo caminho vai varrer do mapa o PS e o Seguro, o que o governo agradece. E se calhar até nós agradecemos.
A crise veio de fora e lixou-nos, é a mensagem dominante. Não houve excesso de gastos por parte do governo dele, nem um descontrolo total das finanças públicas, nada disso, apenas existiram alguns erros, mas não os que lhe apontam, provavelmente apenas erros ortográficos no exame final da licenciatura. Sim, convém não esquecer que este chico esperto é o mesmo que terminou a licenciatura ao domingo, o que  Relvas tornou apenas um fait divers.
Eu por mim passava bem sem ele, até porque vai começar a nova série de Mad Men e de Game of Thrones e ainda tenho para terminar a quarta de Breaking Bad, Justified, esta nova The Americans (deixei cair o The Following), The walking Dead, Community e Modern Family. Acho que me estou a esquecer de qualquer coisa, mas provavelmente é de ter privatizado o BPN.

Segunda-feira, 18 de Março de 2013

Chipre

É completamente assustador o que se passou no Chipre. Criou-se um precedente que se a coisa não corre bem (e já vimos mesmo que não corre), ainda nos bate à porta. Pela parte que me toca já comecei a arranjar lugar no colchão para fazer umas poupanças extra, não se lembre o Gasparzinho numa dessas reuniões acordar a meio da sesta e mandar essa para o ar. Como dizia alguém, este tipo de decisões são tomadas em reuniões que duram horas e com ministros à beira do sono. O que até compreendo e consigo imaginar. Depois de umas boas horas a discutir o sexo dos anjos, alguém manda para o ar "Eh pá, então e se em vez de aplicarmos mais um imposto, um gajo não vai logo à fonte e saca dez por cento do que os tipos têm no banco? Assim a crise resolvia-se num instantinho e a malta podia ir cear. Por acas conheço aqui um restaurante que a esta hora ainda serve um caldo verde com umas rodelas de chouriço. E têm tinto do bom." E a malta responde logo em uníssono: "Tinto do bom? Vamos embora!!"

Agora, eu estou cada vez mais desiludido com este governo. Não é que tivesse ilusões, desde o início se sabia que o resultado deste tipo de políticas era uma merda deste género, de contracção em contracção até ao precipício final. O que me desilude é que um gajo olha para eles e não vê nada. Não se vê ninguém a pensar out of the box sem a história do rumo traçado. O IRC  demora décadas a vir cá para baixo, o que não se compreende, pois com o Google tradutor não é necessária comissão nenhuma, basta copiar a legislação holandesa ou irlandesa e siga para bingo. A reforma do estado é a merda que se vê, não se reforma nada, continua praticamente tudo na mesma, e aumentaram-se os impostos. O pior de tudo é que são completamente incapazes de explicar seja o que for, como se nem eles soubessem muito bem o que estão a fazer.

Isto é muito mau, mas as manifestações são ainda piores. Isto se olharmos para os senhores que se seguem na lista para nos governarem. O Seguro não tem hipóteses nenhumas. A história do crescimento é mesmo de quem não tem mais nada a dizer. Seguro, não há massa! O resto da esquerda é verdadeiramente medonha. E eu até era um gajo de esquerda, assim a puxar para o anarquismo. Mas depois de ver o Arménio Carlos a falar, só consigo pensar em praças de toiros e pelotões de fuzilamento.

Pior ainda é ver os políticos do PS Sabugal que nem emplastros atrás do Seguro. Será que vem aí uma política de crescimento para o Sabugal?