Depois de ler isto:
2 – Ilustre director Luís
Baptista-Martins. Reconheço o esforço hérculeo para manter vivo um
semanário nos montes Hermínios. Mas deixe que lhe diga que se fosse à
banca talvez não comprasse uma publicação que me quer comunicar que «o
mundo da Diana ainda não é o melhor». Mas, contudo, aqui fica o meu
abraço solidário pelo trabalho desenvolvido na sua redacção.
Tenho a dizer isto:
2 – Ilustre director JCL. Reconheço o esforço hérculeo para manter vivo um blog no Sabugal. Mas deixe que lhe diga que se fosse à net talvez não lesse uma publicação que me quer comunicar que «Tiago Monteiro quer brilhar no Algarve». Mas, contudo, aqui fica o meu
abraço solidário pelo trabalho desenvolvido na sua redacção.
Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Quinta-feira, 24 de Maio de 2012
Domingo, 20 de Maio de 2012
Capeia em revista
Ia comentar este texto de Manuel Leal Freire, no Capeia Arraiana, mas já ia avançado nos caracteres, de maneira que aqui fica.
Não sei por onde começar. Apesar de reconhecer no autor da resenha um imenso conhecimento de coisas, decerto importantes, não posso reconhecer-lhe acerto nesta crónica. Começando pela questão académica, não deveria haver discussão possível. Comparando com o tempo do estado novo, por exemplo, a melhoria hodierna do ensino público não tem contra possível. Claro que aumentando o número de estudantes, aumenta o número de casos falhados. Mas grassa pelas gerações mais velhas uma espécie de ressentimento pela facilidade com que hoje se consegue estudar. Resquícios de tempos em que se endeusavam as pessoas com estudos superiores, em que cada estudante almejava o olimpo do estatuto social. Agora estuda-se porque sim. Por muito que isso custe, para a maioria das pessoas e para o país isso é bom. Falta calcorrear muita vereda para se chegar a um tempo em que cada licenciatura seja mesmo uma mais valia. Entretanto aperfeiçoamos o processo. Haja políticos decentes para o fazer.
Quanto à tão falada escola industrial, o mais alardeado sofisma dos saudosistas de outros tempos, pouco a acrescentar. Quem reclama a sua falta ignora a rede de formação profissional que o país tem, havendo inclusive um concurso anual da escolha do melhor artífice/empregado/operário, de profissões como soldador, carpinteiro, canalizador, etc.
Das PPP, nada de novo. Quem não concorda que deve haver bom senso e transparência na gestão de dinheiros públicos?
Quanto a Hollande e Strauss Kahn, sabemos que Hollande tem um processo por favorecimento de amigos, no seu anterior cargo público. Quanto às escolhas sexuais do segundo, sem comentários. A moral, tantas vezes pregada, nem sempre se tem em primeira conta afinal.
Por fim, no caso vergonhoso do BPN, uma referência curiosa que vale a pena aprofundar: a seriedade de "Egas Moniz". Das patranhas de História que se ensinam na escola para levantar o ego do pobre Zé Povinho, nenhuma é tão ardilosa como a de Egas Moniz. Além de ser uma lenda contada como verdade, há uma característica essencial da história, sempre passada em branco, como os cheques do BPN. Então valoriza-se o Egas Moniz por ter levado filhos e mulher a caminho da morte, mas não se valoriza o facto de Afonso Henriques, o Rei fundador de Portugal ter mentido com quantos dentes tinha na boca, ao primo? O nosso primeiro rei passa a perna ao primo e nós viramos a cara, olhando com ternura para o aio. Mais uma vez, por muito que nos custe, a trapaça está nas fundações deste país (e de muitos outros). Não o vendamos com uma falsa carapaça de magnanimidade, porque esta será uma carapaça de vidraça estilhaçada. Não nos fiemos no passado para construir o futuro. Aprendamos com ele, mas reconheçamos-lhe os erros, as falhas, o mal e tenhamos a coragem de mudar os vícios que trazemos. Pensarmos que somos os maiores, deixando que as tais tubas da fama nos ensurdeçam, não é, de facto, boa política.
Não sei por onde começar. Apesar de reconhecer no autor da resenha um imenso conhecimento de coisas, decerto importantes, não posso reconhecer-lhe acerto nesta crónica. Começando pela questão académica, não deveria haver discussão possível. Comparando com o tempo do estado novo, por exemplo, a melhoria hodierna do ensino público não tem contra possível. Claro que aumentando o número de estudantes, aumenta o número de casos falhados. Mas grassa pelas gerações mais velhas uma espécie de ressentimento pela facilidade com que hoje se consegue estudar. Resquícios de tempos em que se endeusavam as pessoas com estudos superiores, em que cada estudante almejava o olimpo do estatuto social. Agora estuda-se porque sim. Por muito que isso custe, para a maioria das pessoas e para o país isso é bom. Falta calcorrear muita vereda para se chegar a um tempo em que cada licenciatura seja mesmo uma mais valia. Entretanto aperfeiçoamos o processo. Haja políticos decentes para o fazer.
Quanto à tão falada escola industrial, o mais alardeado sofisma dos saudosistas de outros tempos, pouco a acrescentar. Quem reclama a sua falta ignora a rede de formação profissional que o país tem, havendo inclusive um concurso anual da escolha do melhor artífice/empregado/operário, de profissões como soldador, carpinteiro, canalizador, etc.
Das PPP, nada de novo. Quem não concorda que deve haver bom senso e transparência na gestão de dinheiros públicos?
Quanto a Hollande e Strauss Kahn, sabemos que Hollande tem um processo por favorecimento de amigos, no seu anterior cargo público. Quanto às escolhas sexuais do segundo, sem comentários. A moral, tantas vezes pregada, nem sempre se tem em primeira conta afinal.
Por fim, no caso vergonhoso do BPN, uma referência curiosa que vale a pena aprofundar: a seriedade de "Egas Moniz". Das patranhas de História que se ensinam na escola para levantar o ego do pobre Zé Povinho, nenhuma é tão ardilosa como a de Egas Moniz. Além de ser uma lenda contada como verdade, há uma característica essencial da história, sempre passada em branco, como os cheques do BPN. Então valoriza-se o Egas Moniz por ter levado filhos e mulher a caminho da morte, mas não se valoriza o facto de Afonso Henriques, o Rei fundador de Portugal ter mentido com quantos dentes tinha na boca, ao primo? O nosso primeiro rei passa a perna ao primo e nós viramos a cara, olhando com ternura para o aio. Mais uma vez, por muito que nos custe, a trapaça está nas fundações deste país (e de muitos outros). Não o vendamos com uma falsa carapaça de magnanimidade, porque esta será uma carapaça de vidraça estilhaçada. Não nos fiemos no passado para construir o futuro. Aprendamos com ele, mas reconheçamos-lhe os erros, as falhas, o mal e tenhamos a coragem de mudar os vícios que trazemos. Pensarmos que somos os maiores, deixando que as tais tubas da fama nos ensurdeçam, não é, de facto, boa política.
Sábado, 19 de Maio de 2012
Quinta-feira, 17 de Maio de 2012
Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
Justified
Neste momento, a série de eleição cá da casa tem sido Justified, intervalada com o Game of Thrones e de vez em quando o Person of Interest.
Justified tem a grande vantagem de ter tido origem numa short storie de Elmore Leonard e também de o ter como produtor executivo, o que à partida (e pode ser só impressão minha), garante um bom argumento e diálogos de luxo. Já nem falo nos actores, em especial o Thimoty Oliphant, como Raylan Givens, que quase me fez ir procurar umas botas à cowboy que quis à força toda comprar quando tinha uns 12 anos e que nunca consegui calçar do feias que eram (eram verdes), meter um chapéu como o da imagem nos cornos e ir trabalhar com uma autoconfiança estratosférica (not gonna happen).
Sábado, 12 de Maio de 2012
Musicas do Templo #27
Olá!, Como vai essa saúde?
Hoje, enquanto uns iam a Fatima a pé, outros iam a pé pelo areal fora, com a toalha debaixo do braço...Vississitudes da vida e sobre isso hei-de colocar aqui uma curta posta, um dia destes.
Bom, adiante. O calor está de volta, faz sentido iniciar a epoca de postanços de malhas que se ouviam naqueles verões, igualmente, quentes.
Para hoje trago uma bela malha, que além de passar no templo, passava tambem no Século. Pois é, o Carlos do Século, tambem tinha destas malhas na sua discografia. Se virmos o ano em que foi editada, faz algum sentido.
'Bora lá então ouvir.
Hoje, enquanto uns iam a Fatima a pé, outros iam a pé pelo areal fora, com a toalha debaixo do braço...Vississitudes da vida e sobre isso hei-de colocar aqui uma curta posta, um dia destes.
Bom, adiante. O calor está de volta, faz sentido iniciar a epoca de postanços de malhas que se ouviam naqueles verões, igualmente, quentes.
Para hoje trago uma bela malha, que além de passar no templo, passava tambem no Século. Pois é, o Carlos do Século, tambem tinha destas malhas na sua discografia. Se virmos o ano em que foi editada, faz algum sentido.
'Bora lá então ouvir.
Terça-feira, 8 de Maio de 2012
Terça-feira, 1 de Maio de 2012
Ladies and gentlemen we are floating in space
Aqui em Luanda anda tudo maluco com isto, já nem querem saber do kuduro. Ou deviam.
Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
Cogito ergo coiso
- Ravi?
- Estou? Estou? Foda-se lá a rede.
- Ravi?
- Espe ... sub ...vore caralho
- Oi?
- ...
- Ravi?
- Ah, agora sim. Viva la revolucion!
- Então?
- Tive de subir a uma árvore para apanhar rede.
- Ok. Olha, recebi um mail do senhor do Capeia a dizer que afinal o blog onde foi publicado não sei o quê não era o nosso.
- Foda-se! Há mais blogues no Sabugal com reles administradores e reles anónimos?
- Pelos vistos... Bem, isto tem andado pelas águas da amargura, é normal que os nossos reles anónimos precisem de desabafar noutros reles blogues.
- Estás fodido, vais ter de pedir desculpa pelo que disseste.
- Eu? Tu é desbobinaste tudo.
- E tu é que publicaste.
- Não mudes de conversa.
- Eu sou um revolucionário, os revolucionários não pedem desculpa, fuzilam!
- É melhor não saíres à rua nos próximos tempos.
- Rua? Tenho de subir a uma árvore para apanhar rede no telemóvel pá. Um dia ainda vou descer a Serra e ter a rede toda só para mim.
- Não vais pedir desculpa?
- Não! É uma consequência lógica de falar por subterfúgios. Deal with it!
- Ok. Outra coisa, recebi um mail da nossa enviada na África do Sul.
- A sério? Como anda a revolução por esses lados?
- Aparentemente bem, a Namíbia foi conquistada e os Himba já lutam ao nosso lado.Vou mandar-te as imagens por sms.
- Fo ...q... tas!
- Ravi? Ravi?
- Estou? Estou? Foda-se lá a rede.
- Ravi?
- Espe ... sub ...vore caralho
- Oi?
- ...
- Ravi?
- Ah, agora sim. Viva la revolucion!
- Então?
- Tive de subir a uma árvore para apanhar rede.
- Ok. Olha, recebi um mail do senhor do Capeia a dizer que afinal o blog onde foi publicado não sei o quê não era o nosso.
- Foda-se! Há mais blogues no Sabugal com reles administradores e reles anónimos?
- Pelos vistos... Bem, isto tem andado pelas águas da amargura, é normal que os nossos reles anónimos precisem de desabafar noutros reles blogues.
- Estás fodido, vais ter de pedir desculpa pelo que disseste.
- Eu? Tu é desbobinaste tudo.
- E tu é que publicaste.
- Não mudes de conversa.
- Eu sou um revolucionário, os revolucionários não pedem desculpa, fuzilam!
- É melhor não saíres à rua nos próximos tempos.
- Rua? Tenho de subir a uma árvore para apanhar rede no telemóvel pá. Um dia ainda vou descer a Serra e ter a rede toda só para mim.
- Não vais pedir desculpa?
- Não! É uma consequência lógica de falar por subterfúgios. Deal with it!
- Ok. Outra coisa, recebi um mail da nossa enviada na África do Sul.
- A sério? Como anda a revolução por esses lados?
- Aparentemente bem, a Namíbia foi conquistada e os Himba já lutam ao nosso lado.Vou mandar-te as imagens por sms.
- Fo ...q... tas!
- Ravi? Ravi?
Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
Vanitas vanitatum
Puxei do Jack Daniels e bebi um golo. Estava um frio dos diabos no topo da Serra da Malcara, e, apesar da escrita quente do Rubem Fonseca, as palavras ainda não aquecem os ossos. O Ravi entretia-se com o ipad e queixava-se frequentemente da net:
- Foda-se!A única merda que isto carrega com rapidez são as notícias do karaté do Capeia Arraiana... Puta de sorte a minha, nem sequer consigo abrir o As para saber se o Guardiola fica ou não.
- Calma Ravi. O Guardiola tem de sair. Tudo tem um início e um fim e o ciclo glorioso do Pep no Barcelona chegou ao fim. O Barcelona vai continuar a ser a melhor equipa do Mundo e o Pep tem de seguir o seu caminho e demonstrar que também era ele que fazia a equipa e não a equipa a ele.
- Vai filosofar para o caralho!
- Ravi, desde que abandonaste a revolução andas muito tenso. Tenho ali um livro do Dalai Lama que te pode ajudar.
- #"$"#%&#&$#$%/(%&"#!"$!$!%!
- Ok.
- Olha, está aqui um gajo no Capeia a chamar-te reles administrador.
- Reles administrador, como na frase "Ele era um reles administrador, quem mandava na realidade era o outro, o de bigode."?
- Mais ou menos mas pior, parece que deixaste passar um comentário anónimo dirigido ao gajo.
- What's new? No blog passam todos os comentários, sejam anónimos ou não. Damos às pessoas total liberdade, inclusive aos leitores, para demonstrarem alguma inteligência perante comentários idiotas. Não faço a mínima ideia de que comentário foi esse, mas como se acostuma dizer, parece que assentou a carapuça.
- Eh pá, isto aqui é do melhor, parece "A queda de um anjo", mas ao contrário.
- Faz aí um resumo, Ravi.
- Basicamente o senhor criou o Capeia para se promover o Concelho e as confrarias dos cães rafeiros. Para isso usou tácticas de manietação tanto de textos como de comentários.
- Estás a abusar um bocadinho...
- Achas? Basta ver que ultimamente as notícias sobre a câmara do Sabugal são todas de incompetências e afins, quando antes parecia que assistia às reuniões todas.
- Teria fontes privilegiadas.
- Talvez, mas mesmo assim estranho. Mas estas notícias até me convêm, que quando um dia destes regressar à revolução, o povo vai estar todo comigo.
- O povo já está contigo Ravi. Continua lá o resumo.
- Pera aí que ainda não acabei. Em relação aos comentário é de rir. Tu deixas passar tudo, reles administrador, lá, só passa o que interessa e por vezes o próprio comentário é editado. Aí está a diferença entre um reles administrador e um administrador...
- Reles?
- Não me interrompas! Continuando. Parece que a coisa da promoção correu tão bem, que o administrador foi promovido e passou a trabalhar na Câmara.
- E daí o tal comentário anónimo?
- Talvez. Não me interrompas, porra! Olha, vamos ter um campo de golfe no concelho.
- Finalmente posso treinar os meus birdies.
- Sim, sim, na playstation. Se abres mais o bico vou buscar a AK47 e faço-te uma artroscopia no joelho.
- ...
- E depois veio o Facebook e o menino foi com o palhaço e o comboio ao circo. Zangaram-se as comadres e o resto é ler e rir.
- Não tenho paciência Ravi.
- És mesmo guacamole.
- Whatever. Passa aí a garrafa.
Sexta-feira, 23 de Março de 2012
Até já
Ultimamente já não sinto a necessidade de vir aqui partilhar o que quer que seja e não me tenho preocupado muito com isso, o que me leva a pensar que o melhor será fazer uma pausasinha e aguardar que o bichinho se forme novamente e aí, das duas uma, ou bebo um bagaço ou regresso e escrevo um post ou mil, logo se vê, de modo que o que por aqui se conclui é que isto não é um adeus definitivo, mas apenas um até já.
E agora, um bocadinho de lamechiche:
E agora, um bocadinho de lamechiche:
Quinta-feira, 22 de Março de 2012
Quinta-feira, 15 de Março de 2012
Quarta-feira, 14 de Março de 2012
Terça-feira, 13 de Março de 2012
Desinteriorizar a cabeça
Outra coisa que me atormenta é a cena de desertificação. Mas vós já vistes quem é que manda no concelho? Quem são as pessoas que nos representam? Epá, assim claro que não.
O Sabugal é uma espécie de tempestade perfeita do compadrio e do amiguismo torpe. E não falo só dos partidos de poder. Falo de mancomunados da esquerda à direita. Uma comunidade acomodada à mediocridade e à mini. Chegou-se a uma altura em que mais do que mudar as caras, é preciso mudar as cabeças. Se não, é deixar de chorar o futuro porque quanto mais depressa o pessoal for para a França e para Lisboa, mais depressa vêm os alemães comprar isto e fazer umas quintas fixolas.
O Sabugal é uma espécie de tempestade perfeita do compadrio e do amiguismo torpe. E não falo só dos partidos de poder. Falo de mancomunados da esquerda à direita. Uma comunidade acomodada à mediocridade e à mini. Chegou-se a uma altura em que mais do que mudar as caras, é preciso mudar as cabeças. Se não, é deixar de chorar o futuro porque quanto mais depressa o pessoal for para a França e para Lisboa, mais depressa vêm os alemães comprar isto e fazer umas quintas fixolas.
Momento comuna
O salário mínimo em Portugal é uma vergonha. A Grécia, que está nas lonas mais lonadas da Europa tem uma salário mínimo bem maior. Aliás, teve de diminui-lo por causa da crise e mesmo assim continua a ser maior. Por isso, não venham os demagogos da direita dizer que esta não é a altura para essas merdas de aumentar o salário mínimo. Agora é que é! Diminuir os salários bons e até mais ou menos e aumentar o mínimo. Sem espinhas, fácil de compreender. Mas o burro do orgasmo Carlos, depois de apresentar uma proposta defensável com boa vontade, promete logo uma greve geral de grandes dimensões, não vá o governo ponderar a proposta. Bardamerda para estes gajos.
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